Alexandre Higuchi

A Vida, o Universo e Tudo mais

Equipamento de Viagem: A Menina que Roubava Livros

Publicado por alehiguchi em 21/09/2008

E por falar em livros, nem todo acessório na minha bagagem é tecnológico.

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Levar um livro  em uma viagem é praticamente obrigatório, uma tradição a ser seguida. Mesmo que não se leia nem mesmo a resenha da contracapa. Isso acontece em muitas das minhas viagens, pois algumas vezes não existe tempo nem de respirar, quanto mais ler um livro…

Porém nesse caso virou praticamente um equipamento de sobrevivência, com tantos trens, aviões e esperas… Sem contar as praças Européias, que chamam de maneira irresistivel a sentar e ler – principalmente após ter caminhado dezenas de quilômetros. Sento na grama, como uma barra de cereal, tomo um suco e leio, enquanto os pés se recuperam…

Levei esse – “A menina que roubava livros” – totalmente no escuro. Não sabia da história e apenas lembrava de ter ouvido o nome em algum lugar… Comprei no tempo justo de colocar na mala e partir.

E foi uma excelente surpresa. Ele conta a história de uma menina judia adotada por um casal alemão e sua infância, em Munique durante a ascensão do nazismo.

MUNIQUE!!! Repararam a coincidência?!!?

A história segue o padrão criança com algum tipo de problema sendo educada por adultos compreensivos e liberais. Você deve conhecer o tipo: “O Mundo de Sofia”, “Incrivelmente Alto Extremamente Perto”, “O Estranho Caso do Cachorro Morto” e, para citar o mais popular de todos, “Harry Potter”.

Mas nem por isso o livro deixa de ser excepcional…

Ele tem mais de 500 páginas, ou seja, tem umas 200 páginas a mais para poder tornar um best-seller da categoria do Mundo de Sofia, e a coragem de publicar um livro desse tamanho em detrimento do lucro já é uma qualidade.

E a história é recheada de metáforas sensoriais e completamente triste. Triste de dar dó, a ponto que cada migalha de alegria vivida pela protagonista é saboreado como uma ceia de natal pelo leitor (e esse foi um exemplo de metáfora sensorial de minha autoria…)

Ah sim. Tive que fazer uma pausa na leitura quando estive em Munique. Estava intenso demais ler um livro sobre o nazismo que se passa em Munique estando em Munique…

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